quarta-feira, 13 de agosto de 2008

naaa

Anseio por um momento "pause". Quero que tudo pare à minha volta para eu poder respirar fundo por uns instantes.
Sinto que perdi a minha perspectiva, o meu norte e o meu sul. Pelos vistos a minha bússola avariou-se.

Senhoras e senhores, perante vós, apresenta-se uma vítima.
O verão não é de todo a minha estação, estupidifica-me.

memorias...


Questiono-me se será positiva a atenção que damos ao nosso passado, ás memórias. Alguns dizem que se deve ter sempre em conta tudo o que já fizemos e vivemos, para aprendermos com os nossos erros e melhorar doravante.
Sim, isso é tudo muito bonito, se funcionasse assim. Eu não sei quanto a vocês, mas uma das minhas maiores frustrações é não saber, até hoje, aprender com os meus erros!
Por vezes, não são uma cópia exacta dos mesmos erros tiradas a papel químico, mas uma versão dos mesmos, ou seja, o mesmo erro disfarçado, com umas nuances... o que basicamente em nada atenua a minha raiva, por me deixar fazer isto a mim mesma.
Sei que não sou burra, nem incompetente...será só distracção, atracção fatal por passar pelos mesmos episódios?
Oh não, estou a viver em círculos... sou um peixinho dourado num aquário.

ferias :S


Não sei o que se passa comigo nestes últimos dias, mas não ando em mim!
Supostamente no Verão as pessoas até andam mais bem dispostas e libertas de preocupações e afins... e eu, estou numa onda completamente inversa. Ao ponto de a chuvinha de ontem de manhã ter sido bem vinda! Eu fiquei contente por não estar sol?! (ouço na minha cabeça as exclamações iradas dos povos nórdicos que em certas épocas do ano dispõem somente de duas horas de sol diárias)...
Mas que raio...?
E não é só... acordo a meio da noite com as preocupações mais estúpidas...no outro dia fiquei durante hora e meia a pensar na minha vida futura... sim... Eu sei!!

Este ano está a ser extremamente cansativo, e ao mesmo tempo penoso para mim... ainda não tive férias a esta altura do campeonato, tive desgostos enormes, desisti de um erasmus.... Tudo de uma assentada.
Acho que começo a acusar algum cansaço...
Ai... suspiro...

amigos....


Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

sábado, 26 de julho de 2008

home...


dois dias longe da cidade. e bye bye utopia bucólica. adoro a meu jardim. adoro os meus animais com quem o partilho. adoro o conforto estupidificante da mantinha no sofá. mas… falta-me a tvcabo, a Internet, a possibilidade de chegar em dez minutos a tudo e mais alguma coisa… sou um bicho urbano… nada a fazer… mal vejo a portagem da A14 na viagem de regresso, sinto-me em casa… se voltar a dizer (com excepção das habituais crises de mimo) que ainda vou acabar os meus dias no campo, façam o favor de me internar… e se mesmo assim, o desvario persistir, abatam-me a tiro…

televisao


Ligar a televisão é um risco. Mas quando o silêncio não é a melhor companhia e a música também nem por isso, acaba por ser um mal necessário. E zás. Lá carrega o dedito no raio do botão. O canal onde ficou é o canal que fica. Afinal, não é para olhar, é só para estar ali qualquer coisa a fazer barulho. Que tal um filme com o Mel Gibson, que começa a ouvir os pensamentos das mulheres? Nada mau para acompanhar uma sessão de teclanço. Não chateia muito. O cenário muda de figura. Mas a decisão está tomada, por isso ignora-se com alguma facilidade. Malucos do Riso. Isso ainda mexe? Impossível esboçar um sorriso. Jornal da Noite. 135 mortos numa exlosão blá blá blá. Passando à frente. Isaltino Morais cozinha feijoada para jardineiros da autarquia para compensar falta de aumento de salário. Palhaços. Zapping. Regresso ao Jornal da Noite. Por que raio fazem agora uns noticiários intermináveis. Uma tal de Rita Egídio dá um workshop para candidatos a famosos. Pelos deuses! Valha a telenovela, não tarda.

duvidas


- o que quer dizer erecções?
o pânico instala-se. a miúda lê o título do livro. já era de se esperar. mas, sabe-se lá porquê, ninguém se lembrou que a pergunta poderia surgir.
(e agora? o melhor é chamar a mãe, telefonar ao pai, contactar já um pedopsiquiatra)
- os homens para fazerem bebés têm de ter a pilinha dura - a resposta do autor da obra foi mais ou menos esta. que calma manteve o escritor perante tal questão.
(se com esta idade ainda me debato com tantas dúvidas, como terá ficado aquela cabecita infantil depois do esclarecimento?)

memórias...


tenho a terrível mania de guardar tudo. de forma altamente caótica é certo, mas conservo nos mais variados sítios cartas, fotos, bilhetes de concertos, enfim. alguns com mais de dez anos. muitos ter-se-ão perdido nas mudanças, sido destruídos durante crises de raiva, mas mesmo assim sobraram centenas de papeis.correspondência que trocava com os amigos de verão, algures durante a adolescência. sempre que a nostalgia se lembra de dar sinal de vida, lá vou ao esconderijo (na verdade, um saco de lona) reler pela centésima vez as cartinhas que falam dos namoricos, das recordações de momentos felizes e de outros nem tanto. e isto vem a propósito de quê? não, há muitos meses que não remexo nos papeis perfumados. faz parte do processo de cura saber apagar, mas não sem antes guardar breves excertos na memória, na minha não na digital. no domingo, tudo ficará em branco...

sÁBADO... a minha dor continua e veio pa ficar esta P....


... e, de súbito, surge uma dor num qualquer ponto indecifrável algures entre o coração e o pé esquerdo... adormece-se com um sabor a vazio... à espera de sabe-se lá o quê... uma janela a amanhecer com vista para a outra margem... um excerto de um romance de amor... uma música estridente a soar ao longe... um pesadelo com peixe grelhado... e um telefonema que nos diz o quanto somos inesquecíveis e podemos mudar nunca...

cONVERSA DE zARA

- O gajo dá-lhe com os pés.
E ela na viagem para Nova Iorque conhece logo um giraço.
- É realmente uma pena, mas a vidinha não é uma telenovela.

EU NAO FUI!


não fui. preferi ficar em casa. ou noutro sítio qualquer.

sábado, 12 de julho de 2008

herman josé...


chamem-me nomes feios. arranhem-me. batam-me. apertem-me o pescoço. façam o que quiserem. que nunca deixarei de ser fã assumida do HERMAN. só não ando com uma t-shirt com as trombas do homem porque ainda não me deu para mandar imprimir uma. e até já me passou pela cabeça encomendar uma mala com o corpo dele estampado, frente e verso. gosto do herman e prontus. então agora que descobri o blog dele, a minha vida ganhou outro sentido. agora sim, sou feliz. olho para os meus casacos com outros olhos. reparo nas folhas caídas no chão. dou por mim perdida em sonhos com ondas a suar na areia. admiro as mulheres que trabalham em escritórios de advogados, cujas suas vidas sexuais andam algo monótonas. e chego até a perder tempo a procurar camisolas de linha na zara. façam como eu, atrevam-se, está na hora de visitarem!

é por isto e mt mais ..LOL


O Cláudio Ramos tem um blog chamado "Eu, Cláudio". A Carolina Salgado tem um livro chamado "Eu, Carolina". Tudo indica que seria maravilhoso eles escreverem um livro em conjunto, depois passado a blog: "Cláudio e Carolina".
Um livro sobre moda. Com o Pinto da Costa a desfilar de vestido comprido no dia do lançamento, sob o pseudónimo "drag" de Giorgio Ailoveyou.

o meu lucas






não podia deixar de apresentar o meu e unico fiel amigo, o que nunca me deixou ficar mal, o q teve sempre um carinho pa me dar, desculpou as minhas birras, qd teve triste ao meu lado.... tá a chegar ao inverno da vida dele :S tenho medo.. n te quero perder lucas :(

quarta-feira, 9 de julho de 2008

consciencia...

se a vida te oferece limoes , tenta sorrir e faz uma boa limonada :)

o meu sonho...


É feito de olhares e sorrisos o meu sonho...é feito das minhas mãos e das tuas, do meu suor e do teu...Sonho em ver o mundo sem monstros e sem lados negros, poder escrever palavras de respeito sem que sejam linhas num caderno usado e poeirento que se arruma numa estante até aos confins do tempo .. sonho com rasgados sorrisos brancos repletos de sonhos de criança... é entao que fecho os olhos e navego no imaginario onde tudo é real. O sonho vive em mim e o sorriso tambem :)

;)

a opiniao de ricardo araujo pereira.. tá fixe :D


IKEA: enlouqueça você mesmo

Os problemas dos clientes do IKEA começam no nome da loja. Diz-se «Iqueia» ou «I quê à»? E é «o» IKEA ou «a» IKEA»? São ambiguidades que me deixam indisposto. Não saber a pronúncia correcta do nome da loja em que me encontro inquieta-me. E desconhecer o género a que pertence gera em mim uma insegurança que me inferioriza perante os funcionários. Receio que eles percebam, pelo meu comportamento, que julgo estar no «I quê à», quando, para eles, é evidente que estou na «Iqueia».

As dificuldades, porém, não são apenas semânticas mas também conceptuais. Toda a gente está convencida de que o IKEA vende móveis baratos, o que não
é exactamente verdadeiro. O IKEA vende pilhas de tábuas e molhos de parafusos que, se tudo correr bem e Deus ajudar, depois de algum esforço hão-de transformar- se em móveis baratos. É uma espécie de Lego para adultos. Não digo que os móveis do IKEA não sejam baratos. O que digo é que não são móveis. Na altura em que os compramos, são um puzzle. A questão, portanto, é saber se o IKEA vende móveis baratos ou puzzles caros. Há dias, comprei no IKEA um móvel chamado Besta. Achei que combinava bem com a minha personalidade. Todo o material de que eu precisava e que tinha de levar até à caixa de pagamento pesava seiscentos quilos. Percebi melhor o nome do móvel. É preciso vir ao IKEA com uma besta de carga para carregar a tralha toda até à registadora. Este é um dos meus conselhos aos clientes do IKEA: não vá para lá sem duas ou três mulas. Eu alombei com a meia tonelada. O que poupei nos móveis, gastei no ortopedista. Neste momento, tenho doze estantes e três hérnias.

É claro que há aspectos positivos: as tábuas já vêm cortadas, o que é melhor do que nada. O IKEA não obriga os clientes a irem para a floresta cortar as árvores, embora por vezes se sinta que não faltará muito para que isso aconteça. Num futuro próximo, é possível que, ao comprar um móvel, o cliente receba um machado, um serrote e um mapa de determinado bosque na Suécia onde o IKEA tem dois ou três carvalhos debaixo de olho que considera terem potencial para se transformarem numa mesa-de-cabeceira engraçada.

Por outro lado, há problemas de solução difícil. Os móveis que comprei chegaram a casa em duas vezes. A equipa que trouxe a primeira parte já não estava lá para montar a segunda, e a equipa que trouxe a segunda recusou-se a mexer no trabalho que tinha sido iniciado pela primeira. Resultado: o cliente pagou dois transportes e duas montagens e ficou com um móvel incompleto. Se fosse um cliente qualquer, eu não me importaria. Mas como sou eu, aborrece--me um bocadinho. Numa loja que vende tudo às peças (que, por acaso, até encaixam bem umas nas outras) acaba por ser irónico que o serviço de transporte não encaixe bem no serviço de montagem. Idiossincrasias do comércio moderno.

Que fazer, então? Cada cliente terá o seu modo de reagir. O meu é este: para a próxima, pago com um cheque todo cortado aos bocadinhos e junto um rolo de fita gomada e um livro de instruções. Entrego metade dos confetti num dia e a outra metade no outro.
E os suecos que montem tudo, se quiserem receber.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

terça :S


Vim pa casa... senti-me transparente, n ha uma palavra, n ha interesse em mim, ja se come a horas certas.... n sei se estou no meu ninho..sinto-me mal... sofro em silencio...quero me sentir bem, quero continuar a ser a sara q era.......

( 2 maças+2 copos de leite magro+ iogurte magro+ 2 bolachas integrais + peixe) merda pah! é com isto q eu vou ser feliz?!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 23 de junho de 2008

linda....

segunda :((


tudo passa á minha volta, tudo o que eu nunca desejei para mim, tudo o que nao faz parte da minha essencia, odeio tudo,odeio toda a gente excepto quem me apoiou ate hoje e esse sabe quem é.. tudo é um sufoco, sinto-me perdida e vazia, apetece-me n mais acordar.... ou entao melhor ! acordar num dia de chuva, com o meu gato aos meus pés, com quem me ama ao meu lado,contente por ser quem sou, e apenas com fome... com muita fome de viver, olhar pela janela e desejar um bom dia a todos os que gostam de mim e que desta vez n sejam pessoas imaginarias da minha cabeça, mas que tenham intestinos e todas essas coisas q as pessoas reais tem!!! Tenho medo, tou assustada, n tou pronta para assumir a vida como minha... ainda nao! n tenho coragem, sinto-me fraca e depois?!

segunda - 1 prato de polvo + 1 batido
( vou ter q superar esta fome :S)

terça-feira, 20 de maio de 2008

mt bem :)



os meninos deram o seu contributo para a segurança rodoviaria!

eu vou ver o surfista profissional :P ehehe


domingo, 18 de maio de 2008

O ricardo parte I


Ricardo andava triste e desolado com a vida.... tudo lhe corria mal...




nem com o seu olhar sedutor a vida lhe corria bem...


ricardo parte II


até q um dia .. encontrou a sual alma gemea... LuluBem... há quem lhe chame jacaré, eu chamo-le Lulu OU CARACOL...
é irrequieto... e assim q viu o ricardo nunca mais a vida do jacaré foi a mesma .. eles brincaram toda a noite, deram beijinhos.. nunca mais se separaram <3
Eu sabia ricardo q um dia tu ias te apaixonar :)






obrigado por estarem á minha beirinha....

gostava que as palavras ditas o fossem a tinta permanente. que não se apagassem só porque deixámos de as dizer um dia. tenho vontade de repetir vezes sem conta o que te disse e me disseste e não quero esquecer.Obrigado por me reconhecerem como pessoa, obrigado por aguentarem as minhas birras, o meu feitio, as minhas agonias... voces estao sempre lá qd estou prestes a vegetar no sofa toda deprimida, a vossa voz conforta-me, o olhar,... o sorriso. " oh sara n sejas assim!" " oh sara n sejas desarrumada" " oh sara tu n existes" "oh sara o q é q tu fizeste" " oh sara n des beijinhos na boca ao fred" quando será que as palavras deixam de ser suficientes? ficámos em silêncio. sem palavras que nos pudessem salvar. afogámo-nos em todas as que inventamos para contar o nossa amizade. e eu pensava que essas palavras eram só nossas e jamais as deixariamos de dizer. 'eu oiço-te, mesmo que me fales a cantar'. não posso mais dizer-te nada. escrevo o que ainda não tinhamos dito. mesmo com medo de ficar surda por continuar a ouvi-las na minha cabeça.

Adoro-vos ....

sábado, 17 de maio de 2008

fast food



Sempre existiram preconceitos em relação à fast food, mas eu tenho ideia que este tipo de comida está para a gastronomia como a pornografia para o cinema, ou seja, todos gostam mas ninguém assume.
Tal como em tudo na vida há sempre o bom o mau e, em alguns casos, o vilão. Na política existem os políticos bons e o Sócrates, na pornografia há as más actrizes e a Cicciolina, e há a má fast food e a ok sei lá!. O vilão, em alguns casos, é a ASAE!
Sou da opinião que existem dois tipos de fast food. A que é elaborada de forma rápida, como diria o meu avô, “mal e porcamente”, e a que é feita para ser comida rapidamente mas confeccionada com tempo e carinho, É aí que reside a diferença.
A primeira é de má qualidade e está associada aos hambúrgueres, cachorros e derivados. A segunda é à “portuga” e os menus são compostos por sopas, bifanas, pregos, sandes de ovo, panados, chamuças e por aí fora. È neste mar de escolhas que se destaca a MIMOSA, uma padaria/pastelaria que abre ás duas da manhã e fecha por volta das nove da noite, ali para os lados da Baixa..LOOLL.. Sei de muita boa gente q já n sobrevive sem a mimosa...
Para terminar uma referencia ao curioso sistema de comunicação em que os clientes vão sendo informados, qual aeroporto ou estação de expressos, tambem podiam informar os horários a que vão sair... os pasteis, o pão ou qualquer outro produto.

gato...


Tenho um gato.. na janela. Espreguiçado e sonolento. Olha vagarosamente para tudo. Não conhece o que se passa lá fora. Está parado, muito quieto, a observar. Não tem medo de nada este gato. Não tem medo dos miúdos que crescem nem dos graúdos que morrem e que pelo meio da vida lá vão dando uns chutos nos gatos. Se não soubesse que é um gato diria que pensa enquanto olha. Que pensa na vida, na dele aqui fechado e na nossa aqui com ele. Que sofre e vibra com ela como com as moscas que zanzeiam pela casa. Que se preocupa com a nossa vida como com o prato cheio. Que quando vem ronronando para dar umas voltas nas nossas pernas é só para nos dar um mimo. Que mia ao acordar para nos dizer bom-dia. Que sabe que nem todas as plantas lhe pertencem, mas gosta de viver com risco. Tenho o meu gato na janela , que eu digo,meu gato.

escrever....


encontrei um olhar triste. olhei para perceber de onde vinha a tristeza, mas era preciso ir bem lá ao fundo...não consegui perceber , armei-me em detetive e fui tirar satisfações com a alma,dizem que os olhos são o seu espelho, e se estavam tristes, alguma coisa ela teria para me dizer. pois é... mas quem diz que eu conseguia espreitar-lhes a alma?! não deixaram. não me quiseram levar por ali, com medo que eu encontrasse a roupa toda que estava acumulada no cesto...
passei-me! eu é que devia decidir essas coisas, eu é que era a única superpotência do corpo que podia comandar todos as partes... e eu estava cheia!

Lava-se a roupa suja no cesto da alma. Porque o cesto já está cheio, transborda cheiros, risos, desilusões, arrufos, paixões, regressos, surpresas, sexo, saudade, felicidade, medo, amargura, desgosto, maldade, injustiça, ferida, beijos na boca daqueles que não secam nunca de tão molhados que são, solidão, angústia, egoísmo, loucura, emoção, quilos a mais dos chapéus de chuva de chocolate que derretem em dias sem sol, dúvida, raiva, sentimento, mistério, traição, amizade, carinho, vício, tentação, filmes, livros, quadros sem riscos e com chaminés a deitar nuvens de fumo do almoço que a família feliz faz dentro da casa com telhado vermelho.
É difícil lavar a alma, mesmo com os melhores detergentes. Escrever é como pegar nesse cesto que junta e mistura tudo e voltar a tirar e separar tudo para, enfim, contemplar sensação a sensação, momento a momento, tocar-lhe, sentir novamente, lembrar do que é ou foi ou podia ter sido, para então arrumá-la limpinha. Uma a uma. Escrever aquilo que se sente na alma é tão tortuoso quanto senti-lo. Porque é tão difícil escrever sobre o que se sente quando não se sabe sequer o que se sente nem porquê. Ou não se quer sentir e sente-se ainda mais. Quando se tem medo de dizer alto o que o coração grita, berra, arranha, parte, devora, chora, encerra. Quem escreve sobre a alma atormenta-se. Mostra tudo. O que não quer porque a alma é nossa e não a vendemos ao diabo - ou até vendemos mas não queremos que ninguém saiba. Porque se vive tudo de novo e tudo outra vez. E como a alma também se enche de coisas boas, escrever é tanto mais ainda a pastilha anti-calcária da lavagem da roupa suja do cesto da alma - alivia, purga, devolve-nos o sorriso, a esperança. Escrever sobre o que é proibido falar pelas razões que a razão conhece mas às quais nunca foi apresentada formalmente. Porque é preciso lavar a alma. A alma tem de viver limpa. Porque não podes continuar a prometer-lhe o que não consegues fazer só porque a tua cabeça não deixa o teu coração em paz. Porque não podes continuar a ter medo de sentir e dar a mão quando te preocupas. Quando não podes esgotar-te na vida como se ela se fosse se não a fechasses bem numa caixinha e a abrisses só de vez em quando para te lembrares que existes.
Escrever é um tormento mas um sem medo atormentado, uma coragem de espicaçar o tempo e a vida e os outros e nós e tudo. Uma força que vem de ti se deixares a palavras correrem livres pelos caminhos verdes

segunda-feira, 12 de maio de 2008

conhecemo-nos ?

distinguirias a minha mão se te tapasse os olhos? saberias se eram os meus lábios que tocavam os teus, desprevenido? saberias ver o que me corre no pensamento? se eu gritasse de noite, saberias o que fazer? saberias perceber que as minhas razões eram razões, distingui-las do histerismo de quem é insegura mas não foge a nada, mesmo quando há resistência, só para invadir esse teu orgulho mascarado, devastador? saberias que me deixavas sem norte, sem sentir nem entender nada, quando às vezes bastava apenas um gesto, um só, para me encontrar de novo? saberia eu que tu saberias algumas destas coisas e eu não conseguia lá chegar? tentaste ensinar-me?, eu também não saberia muita coisa, sei que não. a dúvida tornou-se um ruído da mensagem que chegou distorcida . não nos conheciamos. faltava-nos aquilo que só o tempo trás, a intimidade, um diálogo mudo de olhares cúmplices, palavras sem letras nem construção gramatical. só saíndo de nós mesmos para alcançar o outro. e não houve tempo. antes que houvesse, desistimos por um punhado de verdades absolutas que nos fez esquecer do que fomos, perdidos&achados num momento onde vidas se cruzaram e saíu-nos uma surpresa embrulhada em papel com uma grande fita de cetim vermelho a apertá-la, à espera que descobrissemos o que quiséssemos lá dentro. podia sempre ser melhor - mas igual - nunca.

faz-me mal estar aqui.

eu e pronto!!!


pedem-me o impossível. que viva bem, que não stresse, que coma proteínas e vitaminas e beba muita água por dia, que não seja insegura, que faça exercício físico, que seja a melhor para os outros mas que não me preocupe tanto com os outros, que dê tudo mas cuidado com o que dás - um pé à frente e outro atrás - e isso é entrega? que pague o condomínio a tempo e horas, que arrume a minha roupa espalhada no quarto que não seja exigente porque quero que tudo seja perfeito e ninguém está preparado para isso, que não fique deprimida sempre que tenho devaneios amorosos, que não corte as unhas rente mas que as pinte, porquê?!, e que não gaste demasiado dinheiro em roupa. que acredite. que seja eu. mas eu sou isto tudo, um rasgo de contradição num momento catalizador de coerência. uma força paralisante e inegostável. um pesadelo que só a mim me persegue e que estraga o meu melhor sonho. um momento de silêncio num sorriso que pode curar todas as feridas do mundo. eu já sou eu e continuam a pedir-me o impossível. não que seja outra. mas que deixe de ser eu.

domingo, 11 de maio de 2008

nim..


as coisas que pensamos enquanto estamos na casa de banho, sentados na sanita. talvez por ser seguro. é um lugar onde nem às paredes se confessa porque seria demasiado embaraçoso. foda-se! não há papel. ó Mãeeeeeeeeeeeeeeeeee! foda-se! já não moro com a minha Mãe. para não perder mais tempo, já que estou mesmo ali, penso sem querer, o que não é difícil porque ocorrem-me as mil ideias do costume, os pensamentos reciclados, as coisas que esqueci temporariamente, a lista dos 'deve-e-haver'. devo muitas coisas. principalmente porque abusei muito do Nunca. eu Nunca vou fazer isto, eu Nunca vou ter aquilo, Nunca me vai acontecer, Nunca mais, Nunca-eu?!, sei que Nunca. não sabia nada. e é magnifica essa ignorância que teima em nunca nos largar. assim como saber que as palavras têm esse poder - o de não significarem nada ou significarem tudo.

sábado, 10 de maio de 2008

rir... pq ri faz bem... pq a rir ficas mais bonita ... :D



felizmente, tenho a capacidade de rebolar de riso de mim própria... para além de estranha (como diria alguém que não faz a mínima ideia do que isso quer dizer) sou realmente engraçada... LOLOLOLOLOLOLOLOL

E......pim =)

Hoje vi uma borboleta. Passeava na vida de mãos dadas com o vento e as flores. E ninguém lhe perguntou o nome. E eu trago-a nas mãos - uma chave qualquer para mudar o mundo. Trago-a nos dedos. Levo-a para a vida: a infinita certeza de uma beleza maior. Cheia de cores. Esta vontade secreta de trazer o mundo espantado nos olhos. Atravessei o frio para te contar estes refúgios imaginários que me roubam a almofada e me deixam a nadar em céu aberto. E acordei - serena - para experimentar o equilíbrio perfeito do sol a bater à janela num dia de frio. E não, não preciso de canções amargas. Mas gosto de saber que ainda consigo chorar na emoção indescritível das coisas bonitas.
É certo que o amor não apanha os frutos da árvore, apanha os que já caíram. Os mais doces e maduros. É assim que se alimenta. São esses que come.

terça-feira, 6 de maio de 2008

quinta-feira, 1 de maio de 2008

descubram as diferenças :D

e q tal um galaozinho...?


Um miúdo saía com uma rapariga judia e queria casar-se com ela e, para
isso precisava da autorização do pai. Ao chegar a casa dela o pai
explicou-lhe:
- Nós somos judeus e temos uma forma peculiar de fazer as coisas. Se
quiseres casar com a minha filha tens que passar por uma prova. Toma
esta maçã e volta amanhã.
O tipo saiu meio alucinado de casa. No dia seguinte voltou:
- Muito bem, – disse o pai – que fizeste com a maçã?
- Comi-a. Tinha fome.
O pai replicou:
- Vês? muito mal. Nós judeus descascamos a maçã e, com a casca,
fazemos um delicioso licor. Partimos em duas e damos metade aos pobres
e a outra repartimos com a nossa família. Metade das sementes vendemos
no mercado e a outra metade, quando tivermos mais, plantamos. Já viste
como somos? Bom, vou-te dar outra oportunidade. Toma este chouriço e
volta amanhã.
O tipo saiu um pouco lixado e voltou no dia seguinte:
- Então, que fizeste com o chouriço?
- Com o fio fiz uns cordões para os meus sapatos, com o chumbinho fiz
um pendente para pôr no fio da sua filha. Parti o chouriço a meio,
cortei-o em rodelas e metade dei aos pobres e a outra metade reparti
com a família
- Muito bem! E que fizeste com a pele?
- Com a pele fiz um preservativo, dei uma queca na sua filha e
trago-lhe aqui o leite para fazer um galão…

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008