domingo, 5 de agosto de 2007

dalai lama


Estive a ver um documentário sobre o Dalai Lama e não pude deixar de reparar nos seus óculos. Quem lhe terá vendido aqueles óculos?Hum?


Certamente não são os óculos com mais estilo à face da Terra, mas também, não podemos condenar o vendedor… Afinal, quem é que gostaria de ver um Dalai Lama metrossexual? Tentei imaginá-lo com umas armações Dolce & Gabbana rosa-choque, mas têm ali qualquer coisa que não condiz com a figura de um líder religioso…
Digo eu...

erro de codigo


Quem é que ainda tem paciência para o Código Da Vinci e outros livros que tais? Quem é que ainda aguenta discussões baratas e debates acerca da verdade da Bíblia, da conspiração da Opus Dei, da existência de Maria Madalena, da virgindade de Maria, da descendência de Jesus Cristo e por aí fora?
As teorias da conspiração são tão credíveis como a heterosexualidade do José Castelo Branco. Baseiam-se, umas e outras, na fé, na crença: Maria Madalena existiu? Era uma galdéria ou uma santa? Maria era virgem, ou o priorado de Sião reconstituiu-lhe o hímen, antes de parir Jesus? E teve mais filhos? Ou, depois do Menino, ficou para tia? Quem era Gioconda? Cristo subiu aos céus no helicóptero da CIA? Sócrates é o famoso Arcanjo da Anunciação? O governo tem um Buraco Negro? Onde? Num banco da Suiça? O Bush veio de Marte? Whatever...
Tanto a fé cristã, como a fé em governos mundiais que dominam o planeta e guardam segredos: Opus Deis, Maçonarias, Ovnis, o pessoal da Liga de Clubes; servem apenas para tranquilizar os espíritos, diante de um mundo complexo, que nos escapa.Por isso, a adesão é cada vez maior, tanto à fé religiosa, quanto às teorias da conspiração.
Poupem-nos.

é assim....


Sempre me intrigaram as caixas prioritárias dos hipermercados. Diz o desenho, que dá prioridade a três entidades.


Entidade primeira: grávidas. Faz sentido. Estão sempre cansadas, com fome e vontade de lançar fluidos cá para fora (quase sempre urina ou vomito) ...deixem-nas ir!


Entidade segunda: senhoras com bebés ao colo. E também faz sentido. Os bebés, quando choram, produzem um som particularmente enervante. Uma chatice..., uns queridos mas levem-nos.


Entidade última e terceira: indivíduos em cadeiras de rodas. Mas desde quando é que esperar sentado é pior que esperar em pé?


E as pessoas com incontiência urinária, cólicas, enxaquecas, cleptomaníacos, com sintomas de apendicite, corcundas...; podem estar à espera?


Imaginem como não deve ser penoso para um corcunda ir ao um supermercado e sentir-se ali exposto, sujeito a comentários e a olhares indiscretos.


Imaginem como será para uma pessoa com incontinência estar 20 minutos numa fila, começa a cheirar-me que as prioridades estão mal definidas.


Para não falar em algumas mulheres que se colocam na fila prioritária, que eu fico sem perceber se estão realmente grávidas ou gordas e querem é despachar-se para irem comer a lasanha que acabaram de comprar...

Happy monsters


Grande parte das pessoas dorme de forma a poder avistar a porta do quarto enquanto estão deitadas.


Não deixa de ser um facto curioso, já que toda a gente sabe que os monstros estão geralmente debaixo da cama ou quanto muito dentro do armário...o que deita por terra essa ideia peregrina de virem pela porta.


De qualquer forma, mesmo que os consigam ver primeiro não vão ter quaisquer hipóteses com eles. Os tipos são gordos, feios, grandes e correm mais que vocês, por isso não compreendo qual é a tendência de dormir de frente para a porta...Deixem-se de mariquices, se eles vierem... azar!

bem verdade



Não há outro pecado além da estupidez.

oscar wilde

ponto de vista... ou vista de ponto


«Não comecei a fumar para ser adulto ou "viril". Comecei a fumar porque sou horrorosamente tímido e porque o cigarro é com certeza a maior defesa dos tímidos. Primeiro, porque ocupa as mãos e simula um arzinho de à-vontade. E, segundo, porque esconde e protege ou cria a ilusão de que esconde e protege. Por detrás de um cigarro, o mundo parece mais seguro. Mesmo se andam por aí a garantir que não.»

Vasco Pulido Valente

diz q disse...


Viver é desenhar sem borracha.


Millôr Fernandes

saltar o muro


Confúcio filosofou um dia que saber desistir era uma virtude.


Costumo dizer de forma mais prosaica que, às vezes, é preciso esfolar os joelhos até compreender que o muro é demasiado alto para subir.


Há pessoas que escolhem o lado unidimensional da vida e a atravessam em linha recta. Certos e seguros de que quem tudo quer tudo perde, optam por nada querer, nunca arriscando e procurando consolo no seu próprio comodismo.


Vivem meia vida uma vida inteira e sempre a suspirar pela outra metade. Quem nada quer, nada terá e será sempre prisioneiro da sua própria solidão.


Esfolar os joelhos, aprender e seguir em frente pode ser uma virtude.

ha dias assim....


- Boa Tarde
- Boa Tarde....diga
- Queria uma água com gás.
- Fresca ou natural?
- Fresca.
- Com ou sem sabor?
- Pode ser de grozelha.
- Frieze grozelha, Castelo Bubbles, Carvalhelhos grozelha?
- Sei lá, traga-me uma qualquer...Frieze.
- Frieze grozelha já acabou...Pode ser morango, limao ou maracujá?
- Esqueça...traga-me umas Pedras...
– Fresca ou natural?
- Fresca...
- Com ou sem limão?
- Sem.
- Normal ou levíssima?
- Quem?
- Normal ou uma nova que saiu, que é mais leve...
- Meu amigo, traga-me uma Bohemia e esqueça o resto...
- Sagres Bohemia não temos. Só temos normal, Preta e Zero
- Então traga uma Superbock- Garrafa ou imperial?
- Garrafa.- Superbock normal, Green, Twin ou Stout?
- Porra!!... já perdi a sede.... é um café....
-O café é cuto ou longo...


...ai eu!

cinema paradiso


Este filme é um hino á vida num autêntico palpitar de emoções.

falando em cinemas :
quem nunca se sentou ao lado de alguém com a capacidade perturbante de produzir uma banda sonora semelhante a:
CRUNCH, nhac, nhac, nhac, nhac
CRUNCH, nhac, nhac, nhac, nhac (pipocas)
SCHHHHHHHRULP (coca-cola)
Quando finalmente nos tentamos concentrar e respiramos de alivio porque pensamos que o balde das pipocas chegou ao fim, que a última gota de coca-cola foi avidamente sugada....tharan.... surge de novo outro:
CRUNCH, nhac, nhac, nhac, nhac…!
....apesar de já não se ouvir o estalar do projector nem as fitas partidas, ou de não existir o ambiente doméstico das salas pequenas com o cheiro a pó das cadeiras forradas a veludo já coçado...a magia do cinema permanece.

apetece-me....


Qualquer coisa.

É isso que me apetece escrever. Não muita coisa, alguma coisa. Apetece-me desenhar olhares, fotografá-los. Abraçar músicas, sujar as mãos com tinta, lamber bigodes de leite. Apetece-me morder os lábios. Apetece-me gritar silenciosamente. Apetece-me sussurrar, parar de me mexer, começar a mexer-me. Apetece-me despentear alguém, pintar o gato de branco, desenhar sorrisos no ar. Apetece-me perder(-te) e encontrar(-te) de novo. Apetece-me perder-me para me (re)encontrar...Apetece-me tocar as mãos de alguém, oferecer flores. Apetece-me um afago, uma voz amiga.
Apetece-me desligar a música, deitar-me, e dormir (talvez sonhar) ... até que me apeteça

dedos.....


Um dedo criativo, dois dedos de união, três de dedos de conversa, quatro dedos de testa, cinco dedos enfeitam a palma de uma mão...
Seis dedos de emoção, sete dedos musicais, oito dedos de apoio, nove dedos sentem a falta de um dedo, dez dedos reanimam um coração...

sábado, 4 de agosto de 2007

oscar wilde no seu melhor


"Escolho os meus amigos não pela cor da pele ou outro critério qualquer, mas sim pela pupila. Tem que ter o brilho questionador e a tonalidade inquietante. A mim não me interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero o meu avesso. Quero que me tragam dúvidas e angústias, que aguentem o que há de pior em mim e quanto a isso, só mesmo sendo loucos. Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.

Escolho os meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também as suas maiores alegrias. Amigo que não ri connosco não sabe sofrer connosco. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade a sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois vendo-os loucos e santos, malucos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que «normalidade» é uma ilusao imbecil e estéril..."

Oscar Wilde

espiritos..mais uma historia


Foi numa noite como tantas outras, que tudo aconteceu…

Eram cerca das duas da manha, lá estava o Pedro a conduzir o seu carro, rompendo aquela escuridão, a estrada mal se via, e não fosse estar tão atento, tinha passado por cima de um corpo estático que se encontrava no meio da estrada.
Teve de fazer uma enorme travagem, por momentos temeu que não conseguisse, mas parou a cerca de dois palmos daquele corpo.
Era uma jovem, aparentava ser jovem, de cabelos longos negros, olhos claros, com uma corrente na mão direita e de batina branca, estava no meio da via, apenas iluminada pelas luzes do seu carro, hesitou em sair do automóvel, ouvem-se tantas histórias por aí, assaltos, mortes, tanta coisa que os mitos urbanos nos fazem chegar às caixas de e-mail.
Sinceramente a miúda parecia-lhe inofensiva, tinha certamente mais cara de anjo do que de demónio. Saiu do carro devagar, e tocou naquele vulto estático que se encontrava na frente do seu carro.

- Estás bem? Se viesse mais distraído tinha-te passado por cima

Teoricamente seria de esperar uma resposta, mas daquela boca nenhuma palavra saiu, nem palavra, nem gesto, nem nada que se parecesse.
Abanou-a um pouco, tentando perceber se tinha pulsação, mas…

- Mas olha lá….estiveste dentro de água ou assim? Estás fria…

Se não fosse tão céptico diria que ela estava morta, mas a sua formação em medicina levava-o a crer sempre em explicações lógicas e onde a ciência explicaria tudo.

- Deves estar em hipotermia ou em choque, a pulsação deve estar tão baixa que não a consigo sentir, e por isso é que não me respondes, teoricamente nem me deves estar nem a ouvir.

Agarrou-lhe no braço e meteu-a dentro do carro, negligencia do jovem certamente, deveria ter telefonado para o 112, mas por que raio iria ele chamar um médico, se ele era médico.
Sentou-a no banco do pendura e tapou-a com uns cobertores que trazia no porta-bagagem, e continuou caminho até casa…o clima estava tenso e Pedro tentou interagir…

- Estás a sentir-te melhor? Mais quentinha de certeza, hã? Vou levar-te para minha casa, tenho lá o material necessário para perceber o que se passou contigo. Que me dizes? E que tal começares pelo teu nome?
Eu sou o Dr. Pedro Morais, sou médico de clínica geral, espero que entendas que estás em boas mãos.

Sinceramente Pedro começava a ficar assustado, estava a começar a ficar macabra a situação, coisa de bruxas ou algo do género. A noite continuava cerrada, e aquele silêncio estava a deixa-lo doido. Não conseguia tirar os olhos do espelho retrovisor, que estava apontado àquela carinha de anjo.
Resolveu numa tentativa de “descongelar” a situação ligar o rádio, mas por incrível que pareça, não conseguia sintonizar nenhuma estação, ruídos e mais ruídos parecia que estava no fim do mundo.
Quilómetros à frente acabou por chegar a sua casa, encostou o carro e encaminhou a jovem de poucas palavras para o seu gabinete, o telefone da sala tinha começado a tocar, deixou a porta entreaberta e foi atender.

- Tou? Quem fala?
- Pedro? Sou eu pá, o César..
- Ah sim, tou-te a ouvir mal meu amigo, então como é que isso vai?
- Nada famoso, aliás, tenho uma péssima notícia…
- Ui, então, o que é que se passa? Acabas-te com a tal Madalena…mas vocês só andam à 3 dias. Nem me deste tempo de a conhecer…
- A Madalena morreu…
- O quê? Como assim, mas morreu como?
- Sinceramente nem te sei explicar bem, ainda nem acredito, esta noite eu fiz uma estupidez, era para ser uma brincadeira…
- Ó César…tu mataste-a?
- Fodax Pedro eu gostava dela, não foi isso, eu hoje à tarde fui a uma sessão espírita na casa de uma amiga da minha irmã, era importante eu assistir a uma coisa dessas para acabar a minha tese para a tal reportagem dos espíritos. E a certa altura eu perguntei à coordenadora daquela coisa para invocar algo, um espírito ou assim, e a vidente invocou o espírito da Sara…(fica um silencio pesado entre os dois)
- Mas espera lá, tu acreditas mesmo nessa merda? Obvio que ela te inventou isso.
- Era ela Pedro, disse-me que eu era culpado da morte dela, nunca deveria ter publicado a história que ela me tinha contado, e que a minha culpa ia agora virar o meu pior pesadelo, disse que iria perder todos os que me rodeavam...
- Por amor de Deus César, tu nem pareces um jornalista porra, toda a gente sabe como são esses caloteiros dos videntes, mas ainda não entendi o que é que a tal Madalena tem a ver com isso…
- Pois, poucas horas depois ligavam-me da polícia, a Madalena tinha sido encontrada nessa estrada que faz a ligação do Itinerário secundário, até ao Eixo Norte-Sul.
- Mas o quê? Esta estrada aqui, a caminho da minha casa? Foi o quê acidente?
- Sim essa mesmo que vai aí ter, épa…não foi bem acidente, o carro estava intacto, fechado e com as chaves no assento do condutor, havia um circuito de sangue que vinha desde a frente do carro até ao que seria o corpo da Madalena.
- O que seria? O que queres dizer com isso?
- Não havia corpo, apenas terra dentro de uma camisa de noite branca, mas o sangue, era o da Madalena.
- Camisa de noite branca? (interroga o Pedro)
- Sim, uma camisa branca, e tinha também um medalhão no chão…
- Desculpa lá César, mas…descreve-me lá fisicamente a Madalena, como é que ela era, cor de cabelo, essas coisas…
- Era linda Pedro, linda, cabelos negros longos, com uns olhos claros, perfeita, tinha uma cara de anjo que nunca vou esquecer…
- César… (gaguejou o jovem doutor…)
- Que foi, o que é que se passa?
- Eu acabei de dar boleia a uma miúda com essa descrição física, que encontrei especada na estrada…
- Pedro, tu não saias daí, daqui a 10 minutos estou em tua casa, tu fecha-te na sala e deixa-te estar quieto, eu vou. Aí buscar-te, deixa-te estar quieto, pelo menos desta vez tu faz o que eu te digo… (e desliga o telefone)


Pedro poisa o telefone, alucinado com toda esta história desce a escada e volta ao seu escritório, a porta estava agora fechada, com cuidado Pedro abre a porta… um ranger estranho faz arrepiar a sua pele e um apagar de luz faz estremecer o seu corpo…


César apressa-se, pega no carro e acelera pelo meio da noite cerrada, estava nervosíssimo, e incrivelmente assustado, a cerca de 5 quilómetros da casa de Pedro as luzes do carro reflectem um corpo no meio da estrada, foi sem querer que César conseguiu vislumbrar o corpo, estava a tentar ligar para a policia quando olhou para a estrada e….travou a fundo.

O jovem jornalista não conseguia ver muito bem quem era, mas resolveu ir ver o que se passava, saiu do carro, deu três passos em frente e viu….o seu amigo Pedro com uma batina branca e com um medalhão na mão…
Sentiu um entorpecer no corpo, um enorme calafrio e caiu inanimado no chão.

wc ecologico

bolas!


Estou chocada! Acabei de descobrir que existem pessoas que nunca leram as histórias do Bolinha e da Luluzinha. Tudo por causa de um trocadilho censurado em alusão ao clássico slogan menina não entra!! É por estas e por outras que me apetece hibernar!!!

lindo.... mas sou suspeita ..LOOLLL


Homer Simpson, o seu novo porquinho de estimação e uma fuga na central nuclear onde trabalha o chefe do clã Simpson - eis o estranho triângulo que vai colocar o mundo à beira da catástrofe. Pelo menos, o mundo que fica em Springfield. Marge, a dilecta esposa e devota mãe, nem acredita que Homer possa ter cometido tamanha asneira, mas os problemas ainda mal começaram: a populaça cerca a casa da família, sedenta de vingança. O caso chega à Casa Branca, onde o presidente Arnold Schwarzenegger procura a solução. Os Simpsons estão em fuga, mas Homer vê-se forçado a embarcar num caminho de redenção para salvar Springfield (e o planeta) da desgraça que ele próprio provocou. E, pelo meio, terá de manter a família unida...

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

sad but true

É curioso ver como as pessoas gostam de saborear a tristeza alheia. É como se ficassem aliviadas quando se apercebem que existe alguém tão ou mais deprimido que elas próprias. É o que basta para começarem a sentir-se menos mal, devorando os problemas de terceiros de forma a esquecer o que lhes vai consumindo a alma.

practica na teoria

Já repeti a mim própria, vezes sem conta, para aproveitar todas as oportunidades que aparecerem pela frente pq é bem mais suportável o arrependimento de algo que se fez e que deu para o torto, que a angústia do nada ter feito e deixar fugir a oportunidade por entre os dedos. Tudo por timidez ou vergonha ou falta de iniciativa ou sei lá mais que desculpas. Ainda por cima qdo estavam reunidas todas as condições!
Vou tentar mais uma vez, para ver se é desta que aprendo:
Aproveitar TODAS as oportunidades que aparecerem pela frente. É bem mais suportável o arrependimento de algo que se fez e que deu para o torto, que a angústia do NADA ter feito e deixar fugir a oportunidade por entre os dedos.

just words

Escrever pode ser uma óptima desculpa para quem na vida não tem qualquer esperança. É uma maneira de preencher uma sombra e há momentos em que um beijo escrito vale por muitos. É sempre a vida, é claro, mas com a distância limpíssima das palavras. E tudo sofre de uma insuficiência que a arte tenta reparar e falha. Eu espero que a esperança um dia venha e tudo isto não seja mais do que um exercício de gramática".
já tinha saudades de ouvir o som do telef a anunciar mais uma mensagem, de adormecer com um beijinho de boa noite, de enfim despertar alguém

tens lume?


Nunca fui grande apreciadora do estilo kitsch e não percebo qual a piada do quadro do rapazinho com a lágrima ao canto do olho. Um dia destes, encontrei uma versão politicamente pouco correcta e até que achei uma certa piada.

Top das músicas que mais irritam no telemóvel

Crazy Frog (felizmente que já passou de moda)
I still miss you, la la la la la iuuuuuuuuuuu
Clocks, Coldplay

Como é possível andar com o mesmo toque durante meses e meses e meses?...

me no south park :)

coisa má linda!

jorge palma


o jorge está de volta com mais um disco. aqui a fã desnaturada ainda não se dignou a ir à fnac comprar este voo nocturno, limitando-se a escutar, por mero acaso, o single de estreia na rádio. uma vergonha. é por estas e por outras que, às vezes, me considero indigna do ar que respiro.
não gostei particularmente dos dois últimos discos. senti saudades do meu jorge dos velhos tempos. mas isso são conversas que não interessam nada.
com o sol a nascer lá fora. o jorge descoberto na cave, entre as almofadas de remendos. o jorge ao piano. o jorge que alguém aprendeu a gostar. jeremias, o fora-da-lei. a miúda que era um exagero e desligou o telefone em fúria. o jorge das noites feitas manhãs. o bairro do amor viciado. nada disto interessa, mas nada mesmo...

ser despedida dá nisto...


de volta aos caderninhos de argolas da adolescência, o que me vem à cabeça quando penso num/a:


- hora do dia: 2/3 da manhã. já fui mais noctívaga, mas...


- astro: a lua. em qualquer fase, mas de preferência cheia.


- direcção: oeste. e não gosto lá muito de westerns.


- móvel: uma chaise longue, mesmo muito longue.


- líquido: água, geladíssima ou a escaldar.


- pecado: os sete mortais, em doses moderadas.


- pedra: uPSI....la.la.la.


- árvore: uma laranjeira carregada de fruto.


- fruta: um morango enorme. de preferência em chocolate.


- flor: uma túlipa amarela made in holand.


- clima: tropicaliente. que venham as palmeiras.


- instrumento: indecisa entre um baixo e um piano.


- elemento: algo entre ar e fogo.


- cor: violeta :).


- animal: qualquer um desde que felino.


- som: o da respiração ofegante.


- música: madama butterfly.- estilo musical: todos menos pimba e opera.


- sentimento: paixão.


- livro: em branco. com final em aberto mesmo depois de escrito.


- comida: chocolate com tudo e mais alguma coisa.


- lugar: a minha casa, sobretudo o meu sofazinho.


- gosto: doce.


- cheiro: da pele.


- palavra: amo-te.


- verbo: quero.


- peça de roupa: tenis.


- parte do corpo: boca.


- expressão facial: de deleite.


- personagem animada: bocas.


- filme: trainspotting.


- forma: redondo.


- número: 18.


- estação: inverno enroladinho, please.


- frase: esquece lá isso!!!

o meu romance ( LOOOLLLL)

comecei hoje a escrever aquilo a que dei o nome petulante de o meu romance. ehehehehehe, deixem-me viajar, que é sexta, dia muito propício a fantasias. e como seria de prever, não tem sido uma tarefa fácil. a personagem central surgiu de uma daquelas frases que aparecem sabe-se lá de onde, acabando por se transformar num mix perturbante dos meus eus (reais e imaginários) e outros tantos eus alheios também nas duas vertentes. mas como todos sabemos mais ou menos bem a ficção é uma treta. e aqueles que se atrevem a escrevinhar umas coisitas têm a perfeita consciência que as personagens tomam conta de nós, com excepção feita aos esquemáticos e organizados que não se deixam embrulhar nos rumos imprevistos das narrativas. eu cá sou uma indisciplinada convicta e assumida, que se deixa levar e que quando dá por isso, deita as mãos à cabeça e grita: bolas, não era nada disto que eu queria! e assim está a ser. o meu anti-herói está numa encruzilhada, daquelas que ou muito me engano vai levar-me a reescrever as míseras cinco páginas existentes...

inventar.....inventando


O gato branco torceu os bigodes, incomodado com o fumo quando viu acender o cigarro. Deu um salto para cima da secretária e abocanhou o maço de tabaco, fugindo com ele. - Então...? Ela seguiu-o. Viu o gato dar balanço para cima do lava-loiça e percebeu-lhe a intenção de arremessar o tabaco na água. Conseguiu interceptá-lo a tempo de o impedir, mas ele pisgou-se para o quarto, pulou para o armário e daí para o guarda-fatos. Aí ficou com a sólida recusa em sair. “Sacana.” Ela fez um trejeito com a boca, enrugou a testa e foi a correr buscar o escadote que costumava usar para trocar lâmpadas fundidas. Subiu cuidadosamente, tinha movimentos lentos e precisos. Quando os olhos do gato ficaram ao nível dos seus estendeu devagar a mão esquerda para o maço, pousado entra as patas felinas. O gato parecia indiferente aos avanços da bípede, mas a centímetros de alcançar o prémio ele empurrou o maço para o chão e pulou para baixo. Ela desequilibrou-se, temeu cair de costas, mas conseguiu segurar-se a tempo. Desceu furiosa o escadote, mas ele já ia a voar pela porta, o maço preso firme à boca escancarada. Quando o alcançou só foi a tempo de ver o maço completamente encharcado na água do lava-loiça, onde pusera pratos de molho. - Sacana. Não pões pé na rua hoje. O gato abanava a cauda, vitorioso.

sonho de criança.....


Quando era criança queria ser algo, alguma coisa que ajudasse os outros, que lhes desse felicidade. Queria ser cantora, pintora, queria dançar, ser missionária,jornalista... queria escrever, escrever livros recheados de emoções, de afectos, de mundos maravilhosos para oferecer a todos, queria ser professora, enfim, queria dar felicidade!Sempre quis fazer mais do que podia, continuo a querer, mas se tudo tivesse sido possível, teria andado pela Etiópia e ajudado meninos órfãos e mães aflitas, teria cantado para plateias cheias de pessoas alegres que entoariam notas e poemas saídos de mim comigo, teria pintado quadros maravilhosos, cheios de cor e sentimento que estariam expostos nas paredes de tantos outros que para eles olhariam e sentiriam a minha mensagem, a minha voz, o meu sentimento.Se tivesse continuado a dançar, rodopiaria noites a dentro, com homens belos e fortes, leves como plumas e envolventes como pétalas de rosas, seria sensual e audaz, voaria pelo chão nos seus braços e levaria a beleza do movimento aliado à música a todos os que nos viam. Ter-me-ia enamorado de algum bailarino, tido tórridas relações com eles, bem misteriosas e intrigantes, leves e envolventes como as músicas que dançávamos.Se tivesse sido professora, tentaria levar a beleza do saber a todos os que me ouviam, a ânsia do ser mais, do tudo conhecer e compreender, do abarcar o mundo em nós mesmos, de ser alguém humano e capaz, sensível e construtivo, útil aos outros e nós mesmos, felizes!Se tivesse sido escritora... se tivesse sido escritora continuaria a escrever estas palavras, porque escrever é para mim sinónimo de partilhar e partilhar é dar, é dar-se, é dar-mo-nos aos outros, o que somos, o que sabemos o que queremos, o que amamos, o que sonhamos, o que vivemos!E porque assim é continuarei a ser tudo o que desejei ser um dia em pequena, através das palavras que escrevo, dos actos que tomo, das mensagens que transmito, dos afectos que dou, enfim, daquilo que sou!

PROCURA-SE


PROCURA-SE
cogumelo de estrumpfes, bem localizado, de preferência em marte. são exigidas 10 assoalhadas com sistema de climatização, vidros duplos e serviço de limpeza profissional.