
Ligar a televisão é um risco. Mas quando o silêncio não é a melhor companhia e a música também nem por isso, acaba por ser um mal necessário. E zás. Lá carrega o dedito no raio do botão. O canal onde ficou é o canal que fica. Afinal, não é para olhar, é só para estar ali qualquer coisa a fazer barulho. Que tal um filme com o Mel Gibson, que começa a ouvir os pensamentos das mulheres? Nada mau para acompanhar uma sessão de teclanço. Não chateia muito. O cenário muda de figura. Mas a decisão está tomada, por isso ignora-se com alguma facilidade. Malucos do Riso. Isso ainda mexe? Impossível esboçar um sorriso. Jornal da Noite. 135 mortos numa exlosão blá blá blá. Passando à frente. Isaltino Morais cozinha feijoada para jardineiros da autarquia para compensar falta de aumento de salário. Palhaços. Zapping. Regresso ao Jornal da Noite. Por que raio fazem agora uns noticiários intermináveis. Uma tal de Rita Egídio dá um workshop para candidatos a famosos. Pelos deuses! Valha a telenovela, não tarda.
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