terça-feira, 31 de março de 2009

que seja assim.. como eu quero


Que a força do impulso não me impeça de ver aquilo em que desejo e acredito.



Que a música que escuto seja harmoniosa, mesmo que me faça sentir melancólica. Porque metade de mim é orquestra e a outra metade é maestro.


Que a vontade de partir se transforme na paz que desejo. Porque metade de mim é tranquilidade mas a outra metade é turbilhão.


Que o medo da solidão se afaste e que o convívio comigo mesma se torne reconfortante. Porque metade de mim é plateia e a outra é música.


Que o espelho me devolva um sorriso verdadeiro. Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a certeza do que sou agora e a outra metade ainda não sei...


E que a minha loucura seja perdoada. Porque metade de mim é amor e a outra metade... também.

a saga das historias infantis......


Conta a história, que o principe no baile se apaixonou pela Cinderela. No dia seguinte, movido pela paixão, decide ir de porta em porta com o sapato na mão experimentá-lo nos pés de todas as moças até encontrar a sua amada...
Pergunto-me:
Teria problemas de visão ou estaria ele tão bebado no baile para não se lembrar da cara da rapariga?
Seria ele uma tara por pés ou gostaria do cheiro a chulé?
E a cinderela, alguém a avisou que os sapatos de cristal, além de serem demodé, fazem um mal terrível à coluna e contribuem para a formação de calosidades?
Isto há coisas...

crescida eu =)


... e às vezes cresce-se tanto em tão poucos dias. Demos seguramente, e sem saber, uma dentada na metade mágica do tempo, naquela que nos permite manter a idade e crescer, crescer, não por fora, mas por dentro, como se naquele dilatar interno o todo, por milagre, conseguisse caber na parte.

sábado, 28 de março de 2009

li isto e gostei muito... partilhei :)


Por vezes o destino é como uma pequena tempestade de areia que não pára de mudar de direcção. Tu mudas de rumo, mas a tempestade de areia vai atrás de ti. Voltas a mudar de direcção, mas a tempestade persegue-te, seguindo no teu encalço. Isto acontece uma vez e outra e outra, como uma espécie de dança maldita com a morte ao amanhecer. Porquê? Porque esta tempestade não é uma coisa que tenha surgido do nada, sem nada que ver contigo. Esta tempestade és tu. Algo que está dentro de ti. Por isso, só te resta deixares-te levar, mergulhar na tempestade, fechando os olhos e tapando os ouvidos para não deixar entrar a areia e, passo a passo, atravessá-la de uma ponta a outra. Aqui não há lugar para o sol nem para a lua; a orientação e a noção de tempo são coisas que não fazem sentido. Existe apenas areia branca e fina, como ossos pulverizados, a rodopiar em direcção ao céu. É uma tempestade de areia assim que deves imaginar. E quando a tempestade tiver passado, mal te lembrarás de ter conseguido atravessá-la, de ter conseguido sobreviver. Nem sequer terás a certeza de a tormenta ter realmente chegado ao fim. Mas uma coisa é certa. Quando saíres da tempestade já não serás a mesma pessoa. Só assim as tempestades fazem sentido.

Isto, meu amor....


Em que pensar, agora, senão em ti?


Tu, que me esvaziaste de coisas incertas, e trouxeste amanhã da minha noite. É verdade que te podia dizer “ Como é mais fácil deixar que as coisas não mudem, sermos o que sempre fomos, mudarmos apenas dentro de nós próprios?” Mas ensinaste-me a sermos dois; e a ser contigo aquilo que sou, até sermos um apenas no amor que nos une, contra a solidão que nos divide.


Mas é isto o amor, ver-te mesmo quando te não vejo, ouvir a tua voz que abre as fontes de todos os rios, mesmo ele que mal corria quando por ele passámos, subindo a margem em que descobri o sentidode irmos contra o tempo, para ganhar o tempo que o tempo nos rouba. Como gosto, meu amor, de chegar antes de ti para te ver chegar: coma surpresa dos teus lábios, e o teu rosto de água fresca que eu bebo, com esta sede que não passa. Tu: a primavera luminosa da minha expectativa,a mais certa certeza de que gosto de ti, como gostas de mim, até ao fim do mundo que me deste.

Eucêntrica


Afinal Copérnico e Galileu tinham razão. Todos nós crescemos conscientes de que giramos em torno de uma estrela. Contudo, séculos volvidos sobre a aquisição deste dado, não é raro encontrarmo-nos a tentar subverter o movimento da elipse, colocando as estrelas a gravitar à nossa volta....mas somos humanos, essa é a nossa natureza e não nos podemos esquecer que há subidas que parecem descidas e precisamos de uma abraço que ampare (o medo d') a queda.
Também há descidas que parecem subidas. Há caminhos que parecem becos. Há becos que se revelam saídas. Há sombras que iluminam. Há luzes que encobrem. No fundo as coisas são aquilo que fazemos delas e não aquilo que todos lhes chamam
De tempos a tempos é preciso parar para balanço. Avaliar o sucesso dos trilhos percorridos e redefinir trajectórias. Curioso como caminhos antes assentes como essenciais podem passar a supérfluos...