Oito gomos de laranja, sete girassóis, seis bolas de sabão, cinco desejos, quatro sorrisos, três músicas, dois olhares num abraço apertadinho...
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Altitudes...
Regularmente são noticiadas histórias sobre alpinistas, mas nunca ninguém esclareceu como é que estes satisfazem as suas necessidades fisiológicas.
Por exemplo, os homens quando estão mesmo apertadinhos, como é que fazem? Com aquelas luvas tão grossas, serão capazes de abrir o fecho? Será que com tanto frio, conseguem encontrar a sua masculinidade? E quando é urgente baixar as calças, deixam o rabo ao léu exposto a ventos cortantes? Bem, se já é dificil subir o Evarest, imagino o que será ter que se andar a contornar os milhares de dejectos "re-gelados" deixados por inúmeros alpinistas.
E quais serão as recomendações que as mães lhes dão antes de se aventurarem numa nova expedição?
- Ó filho, agasalha-te, não te esqueças que aquilo lá em cima é gelado, ainda te arrefecem os pés! Leva o casaco e o cachecol! Ainda apanhas um resfriado...queres que te prepare umas sandes para a viagem...? Ó filho...porque não vais antes ao teatro?
Por exemplo, os homens quando estão mesmo apertadinhos, como é que fazem? Com aquelas luvas tão grossas, serão capazes de abrir o fecho? Será que com tanto frio, conseguem encontrar a sua masculinidade? E quando é urgente baixar as calças, deixam o rabo ao léu exposto a ventos cortantes? Bem, se já é dificil subir o Evarest, imagino o que será ter que se andar a contornar os milhares de dejectos "re-gelados" deixados por inúmeros alpinistas.
E quais serão as recomendações que as mães lhes dão antes de se aventurarem numa nova expedição?
- Ó filho, agasalha-te, não te esqueças que aquilo lá em cima é gelado, ainda te arrefecem os pés! Leva o casaco e o cachecol! Ainda apanhas um resfriado...queres que te prepare umas sandes para a viagem...? Ó filho...porque não vais antes ao teatro?
uplá!

Não deixes que termine o dia sem teres crescido um pouco, sem teres sido feliz, sem teres aumentado os teus sonhos. Não te deixes vencer pelo desalento. Não permitas que alguém retire o direito de te expressares, que é quase um dever. Não abandones as ânsias de fazer da tua vida algo extraordinário. Não deixes de acreditar que as palavras e a poesia podem mudar o mundo. Aconteça o que acontecer a nossa essência ficará intacta. Somos seres cheios de paixão. A vida é deserto e oásis. Derruba-nos, ensina-nos, converte-nos em protagonistas de nossa própria história. Ainda que o vento sopre contra, a poderosa obra continua: tu podes tocar uma estrofe. Não deixes nunca de sonhar, porque os sonhos tornam o homem livre.
Walt Whitman
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
sem acaso...

Caminhava na rua quando encontrou um coracao, recortado em papel ,sujo, misturado entre a tonalidade das folhas.
Pegou nele e soprou para tirar os graos de areia.
- Andas a apanhar coisas do chao?- riu da sua atrapalhacao, do medo de poder perder o coracao na rajada de vento- Guardas isso para que?
- Não sei... Pode ser que seja de alguém
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
emoçoes II
o regresso do monstro. garras afiadas em silêncios. a fuga da sombra. o espelho pintado a negro. e a morte que tarda. feita maldição. a vida que se adia. como pesadelo eterno. o gelo do despertar. a tontura de voltar adentro. aos fantasmas. aos exorcismos inúteis. ao inevitável ritual da culpa.
emoçoes

por mais que deseje. nada se apaga. para todo o sempre. limito-me a arrumar as tristezas. a um canto. a empacotar as desilusões. em caixas de cartão. e tudo se acumula. ocupando um espaço. impossível de negar. quando as noites me assolam. não há remédio. é e sempre será assim. o armazém das emoções. este lugar assombrado. do que já deixei para trás.
???

chá de laranja e canela. temos de ter consciência dessas verdades incontornáveis. uma colher de mel. custa viver com elas, sobretudo quando nos magoam. um gole de água com gás. mas há que ir sempre ao limite, nem que seja por instantes. scone com doce de morango. e depois aguentar a ressaca. um cigarro. passada a tempestade, que estória contas: a dos instantes ou a da ressaca.
perdida por aí.....

tira os olhos do rio, alice. raios! gritas por socorro, resgato-te à noite, atiro-te para o lado de lá do espelho e ficas para aí perdida em sonhos? queres morrer?! deixa essas tretas para quando estiveres a escrever sobre agora, para quando inventares as palavras que ouves das tais personagens que te enganam. porque vais escrever sobre esta noite, não vais, alice? já te estou a ver, agarrada à primeira frase, horas a fio sem conseguires continuar a narrativa. cigarro após cigarro, num não mais acabar de deletes. nessa tentativa de baralhar e voltar a dar que nunca te chega a convencer. no final do maço, terás um parágrafo se tanto. divagações que não quererão dizer coisa alguma. um monólogo como tem de ser. mais uma página do tal diário que juras jamais virás a escrever. mas, agora, finge que não é isso que desejas. não custa nada brincar ao faz de conta, de quando em vez. tira os olhos do rio, alice. imagina que sou real e que não me arrancaste da cama só para fugires à ficção.
****
Somos tão sozinhos, não somos? * Lá estás tu a criar centros de dor onde eles não existem. * Estás a chamar-me masoquista, por acaso? * Não, mas às vezes pareces uma cabra com sentimentos. * Bela resposta essa, vinda de um filho da puta carente. * Vá lá, passa-me mas é o cinzeiro e vamos fumar mais um. * Isso dá-me sono, já nem consigo articular uma frase que faça sentido. * Ficas tão engraçada quando te esqueces das palavras. * Agora estás a chamar-me palhaça? * Pára com a birra, que não tens idade pra fitas.* Mas que raio estou eu a fazer aqui? * Sabes tão bem ou melhor que eu. * Muito gostas tu dessas frases enigmáticas. * Dantes não dizias isso, lembras-te? * Já foi há muito tempo, esqueci-me. * Mentes tão mal, coras como uma criança com medo do castigo. * Ah, de palhaça passei a miúda? * Dá uma passa e ouve a música. * Isto? De onde saiu esta coisa? * Bolas, era o teu CD preferido, passavas horas a ouvir a faixa três em auto-repeat. * Eu, tens a certeza que era eu? Deves estar a fazer confusão. * Eu ia lá confundir-te alguma vez? * Vá, tira a manápula da minha perna. * Estás a armar-te em difícil, nem parece teu. * O quê, não posso ter subentendido aí um puta?! * Mas que queres tu, afinal? * Sei tanto como tu, ora essa. * Não, não vais começar a fungar. Não suporto discussões com lágrimas. * Fica descansado, que isso aconteceu uma vez e por acidente. * Nunca pensei que conseguias chorar. * E tu, em vez de me dares colo, assumiste-te como vampiro. * Deixa isso agora, vem pra cama que é tarde e tive um dia daqueles. * Está bem, eu rendo-me. Mas antes responde-me. Somos mesmo sozinhos, não somos?
miauuuuuuuuuuuuuuuuuu
terça-feira, 25 de setembro de 2007
ensaio sobre o silencio
era uma vez....
Um guarda-chuva, chamavam-lhe esquisito.
Era um guarda-chuva diferente de todos os outros guarda-chuvas por andar sempre aberto. Vivia na terra dos dogmas, era diferente e por isso todos lhe chamavam esquisito.
Por mais esquisito que possa parecer, na terra dos dogmas nunca tinha chovido. Um dia o céu fechou-se, tingiu-se de um cinzento esquisito e esquisitamente começou a chover.
O esquisito reparou que os outros guarda-chuvas permaneciam fechados a olhar para ele, molhados, de maneira esquisita sentindo-se eles próprios esquisitos.
Nessa altura, todos os guarda-chuvas se abriram e, envergonhados, compreenderam que o esquisito está naquilo que algumas vezes os nossos olhos nos fazem pensar.
Era um guarda-chuva diferente de todos os outros guarda-chuvas por andar sempre aberto. Vivia na terra dos dogmas, era diferente e por isso todos lhe chamavam esquisito.
Por mais esquisito que possa parecer, na terra dos dogmas nunca tinha chovido. Um dia o céu fechou-se, tingiu-se de um cinzento esquisito e esquisitamente começou a chover.
O esquisito reparou que os outros guarda-chuvas permaneciam fechados a olhar para ele, molhados, de maneira esquisita sentindo-se eles próprios esquisitos.
Nessa altura, todos os guarda-chuvas se abriram e, envergonhados, compreenderam que o esquisito está naquilo que algumas vezes os nossos olhos nos fazem pensar.
LOucos e Geniais

Faça você também Que
gênio-louco é você? Uma criação de O Mundo Insano da Abyssinia
tEmPo....

Bernard Berensen, conhecido crítico de arte, quando estava quase a cumprir 90 anos, disse: "Gostaria de colocar-me numa esquina com um chapéu na mão, pedindo aos transeuntes que depositassem nele todos os minutos da sua vida que não chegaram a usar".
A vida é demasiado fugaz para deixarmos desperdiçar o nosso tempo...
PorQUe sIM.......
No surprises

Jesus, muito preocupado, chama os seus discípulos e apóstolos para uma reunião de emergência devido o alto consumo de drogas na Terra.
Depois de muito pensar chegam à conclusão de que a melhor maneira de combater a situação e resolvê-la definitivamente é provar a droga eles mesmos e depois tomar as medidas adequadas. Decide-se que uma comissão de discípulos desça à Terra e recolha diferentes drogas.
Efectua-se a operação secreta e dois dias depois começam a regressar os comissários.
Jesus espera à porta do Céu.
Quando chega o primeiro servo:
-Quem é?
- Sou o Paulo.
Jesus abre a porta:
- E o que trazes, Paulo?
- Trago haxixe de Marrocos.
- Muito bem, filho. Entra.
- Quem é?
- Sou o Marcos.
- E o que trazes, Marcos?
- Trago marijuana da Colômbia. -
Muito bem, filho. Entra.
- Quem é? - Sou o Mateus.
- E o que trazes, Mateus?
- Trago cocaína da Bolívia.
- Muito bem, filho. Entra.
- Quem é?
- Sou o João.
- E tu, o que trazes, João?
- Trago crack de Nova Iorque.
- Muito bem, filho. Entra.
- Quem é? - Sou o Lucas.
- E o que trazes, Lucas?
- Trago speeds de Amesterdão.
- Muito bem, filho. Entra.
- Quem é?
- Sou o Judas.
Jesus abre a porta:
- E tu, o que trazes, Judas?
- A POLICIA JUDICIÁRIA! TODOS NO CHÃO! TU TAMBÉM, Ó CABELUDO!!!
azedumes....
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