sábado, 26 de julho de 2008

home...


dois dias longe da cidade. e bye bye utopia bucólica. adoro a meu jardim. adoro os meus animais com quem o partilho. adoro o conforto estupidificante da mantinha no sofá. mas… falta-me a tvcabo, a Internet, a possibilidade de chegar em dez minutos a tudo e mais alguma coisa… sou um bicho urbano… nada a fazer… mal vejo a portagem da A14 na viagem de regresso, sinto-me em casa… se voltar a dizer (com excepção das habituais crises de mimo) que ainda vou acabar os meus dias no campo, façam o favor de me internar… e se mesmo assim, o desvario persistir, abatam-me a tiro…

televisao


Ligar a televisão é um risco. Mas quando o silêncio não é a melhor companhia e a música também nem por isso, acaba por ser um mal necessário. E zás. Lá carrega o dedito no raio do botão. O canal onde ficou é o canal que fica. Afinal, não é para olhar, é só para estar ali qualquer coisa a fazer barulho. Que tal um filme com o Mel Gibson, que começa a ouvir os pensamentos das mulheres? Nada mau para acompanhar uma sessão de teclanço. Não chateia muito. O cenário muda de figura. Mas a decisão está tomada, por isso ignora-se com alguma facilidade. Malucos do Riso. Isso ainda mexe? Impossível esboçar um sorriso. Jornal da Noite. 135 mortos numa exlosão blá blá blá. Passando à frente. Isaltino Morais cozinha feijoada para jardineiros da autarquia para compensar falta de aumento de salário. Palhaços. Zapping. Regresso ao Jornal da Noite. Por que raio fazem agora uns noticiários intermináveis. Uma tal de Rita Egídio dá um workshop para candidatos a famosos. Pelos deuses! Valha a telenovela, não tarda.

duvidas


- o que quer dizer erecções?
o pânico instala-se. a miúda lê o título do livro. já era de se esperar. mas, sabe-se lá porquê, ninguém se lembrou que a pergunta poderia surgir.
(e agora? o melhor é chamar a mãe, telefonar ao pai, contactar já um pedopsiquiatra)
- os homens para fazerem bebés têm de ter a pilinha dura - a resposta do autor da obra foi mais ou menos esta. que calma manteve o escritor perante tal questão.
(se com esta idade ainda me debato com tantas dúvidas, como terá ficado aquela cabecita infantil depois do esclarecimento?)

memórias...


tenho a terrível mania de guardar tudo. de forma altamente caótica é certo, mas conservo nos mais variados sítios cartas, fotos, bilhetes de concertos, enfim. alguns com mais de dez anos. muitos ter-se-ão perdido nas mudanças, sido destruídos durante crises de raiva, mas mesmo assim sobraram centenas de papeis.correspondência que trocava com os amigos de verão, algures durante a adolescência. sempre que a nostalgia se lembra de dar sinal de vida, lá vou ao esconderijo (na verdade, um saco de lona) reler pela centésima vez as cartinhas que falam dos namoricos, das recordações de momentos felizes e de outros nem tanto. e isto vem a propósito de quê? não, há muitos meses que não remexo nos papeis perfumados. faz parte do processo de cura saber apagar, mas não sem antes guardar breves excertos na memória, na minha não na digital. no domingo, tudo ficará em branco...

sÁBADO... a minha dor continua e veio pa ficar esta P....


... e, de súbito, surge uma dor num qualquer ponto indecifrável algures entre o coração e o pé esquerdo... adormece-se com um sabor a vazio... à espera de sabe-se lá o quê... uma janela a amanhecer com vista para a outra margem... um excerto de um romance de amor... uma música estridente a soar ao longe... um pesadelo com peixe grelhado... e um telefonema que nos diz o quanto somos inesquecíveis e podemos mudar nunca...

cONVERSA DE zARA

- O gajo dá-lhe com os pés.
E ela na viagem para Nova Iorque conhece logo um giraço.
- É realmente uma pena, mas a vidinha não é uma telenovela.

EU NAO FUI!


não fui. preferi ficar em casa. ou noutro sítio qualquer.

sábado, 12 de julho de 2008

herman josé...


chamem-me nomes feios. arranhem-me. batam-me. apertem-me o pescoço. façam o que quiserem. que nunca deixarei de ser fã assumida do HERMAN. só não ando com uma t-shirt com as trombas do homem porque ainda não me deu para mandar imprimir uma. e até já me passou pela cabeça encomendar uma mala com o corpo dele estampado, frente e verso. gosto do herman e prontus. então agora que descobri o blog dele, a minha vida ganhou outro sentido. agora sim, sou feliz. olho para os meus casacos com outros olhos. reparo nas folhas caídas no chão. dou por mim perdida em sonhos com ondas a suar na areia. admiro as mulheres que trabalham em escritórios de advogados, cujas suas vidas sexuais andam algo monótonas. e chego até a perder tempo a procurar camisolas de linha na zara. façam como eu, atrevam-se, está na hora de visitarem!

é por isto e mt mais ..LOL


O Cláudio Ramos tem um blog chamado "Eu, Cláudio". A Carolina Salgado tem um livro chamado "Eu, Carolina". Tudo indica que seria maravilhoso eles escreverem um livro em conjunto, depois passado a blog: "Cláudio e Carolina".
Um livro sobre moda. Com o Pinto da Costa a desfilar de vestido comprido no dia do lançamento, sob o pseudónimo "drag" de Giorgio Ailoveyou.

o meu lucas






não podia deixar de apresentar o meu e unico fiel amigo, o que nunca me deixou ficar mal, o q teve sempre um carinho pa me dar, desculpou as minhas birras, qd teve triste ao meu lado.... tá a chegar ao inverno da vida dele :S tenho medo.. n te quero perder lucas :(

quarta-feira, 9 de julho de 2008

consciencia...

se a vida te oferece limoes , tenta sorrir e faz uma boa limonada :)

o meu sonho...


É feito de olhares e sorrisos o meu sonho...é feito das minhas mãos e das tuas, do meu suor e do teu...Sonho em ver o mundo sem monstros e sem lados negros, poder escrever palavras de respeito sem que sejam linhas num caderno usado e poeirento que se arruma numa estante até aos confins do tempo .. sonho com rasgados sorrisos brancos repletos de sonhos de criança... é entao que fecho os olhos e navego no imaginario onde tudo é real. O sonho vive em mim e o sorriso tambem :)

;)

a opiniao de ricardo araujo pereira.. tá fixe :D


IKEA: enlouqueça você mesmo

Os problemas dos clientes do IKEA começam no nome da loja. Diz-se «Iqueia» ou «I quê à»? E é «o» IKEA ou «a» IKEA»? São ambiguidades que me deixam indisposto. Não saber a pronúncia correcta do nome da loja em que me encontro inquieta-me. E desconhecer o género a que pertence gera em mim uma insegurança que me inferioriza perante os funcionários. Receio que eles percebam, pelo meu comportamento, que julgo estar no «I quê à», quando, para eles, é evidente que estou na «Iqueia».

As dificuldades, porém, não são apenas semânticas mas também conceptuais. Toda a gente está convencida de que o IKEA vende móveis baratos, o que não
é exactamente verdadeiro. O IKEA vende pilhas de tábuas e molhos de parafusos que, se tudo correr bem e Deus ajudar, depois de algum esforço hão-de transformar- se em móveis baratos. É uma espécie de Lego para adultos. Não digo que os móveis do IKEA não sejam baratos. O que digo é que não são móveis. Na altura em que os compramos, são um puzzle. A questão, portanto, é saber se o IKEA vende móveis baratos ou puzzles caros. Há dias, comprei no IKEA um móvel chamado Besta. Achei que combinava bem com a minha personalidade. Todo o material de que eu precisava e que tinha de levar até à caixa de pagamento pesava seiscentos quilos. Percebi melhor o nome do móvel. É preciso vir ao IKEA com uma besta de carga para carregar a tralha toda até à registadora. Este é um dos meus conselhos aos clientes do IKEA: não vá para lá sem duas ou três mulas. Eu alombei com a meia tonelada. O que poupei nos móveis, gastei no ortopedista. Neste momento, tenho doze estantes e três hérnias.

É claro que há aspectos positivos: as tábuas já vêm cortadas, o que é melhor do que nada. O IKEA não obriga os clientes a irem para a floresta cortar as árvores, embora por vezes se sinta que não faltará muito para que isso aconteça. Num futuro próximo, é possível que, ao comprar um móvel, o cliente receba um machado, um serrote e um mapa de determinado bosque na Suécia onde o IKEA tem dois ou três carvalhos debaixo de olho que considera terem potencial para se transformarem numa mesa-de-cabeceira engraçada.

Por outro lado, há problemas de solução difícil. Os móveis que comprei chegaram a casa em duas vezes. A equipa que trouxe a primeira parte já não estava lá para montar a segunda, e a equipa que trouxe a segunda recusou-se a mexer no trabalho que tinha sido iniciado pela primeira. Resultado: o cliente pagou dois transportes e duas montagens e ficou com um móvel incompleto. Se fosse um cliente qualquer, eu não me importaria. Mas como sou eu, aborrece--me um bocadinho. Numa loja que vende tudo às peças (que, por acaso, até encaixam bem umas nas outras) acaba por ser irónico que o serviço de transporte não encaixe bem no serviço de montagem. Idiossincrasias do comércio moderno.

Que fazer, então? Cada cliente terá o seu modo de reagir. O meu é este: para a próxima, pago com um cheque todo cortado aos bocadinhos e junto um rolo de fita gomada e um livro de instruções. Entrego metade dos confetti num dia e a outra metade no outro.
E os suecos que montem tudo, se quiserem receber.