
As palavras são potencialmente desdobráveis, múltiplas; falas sobrepostas de dizeres transformáveis. Desenham movimentos de retorno largo, acrescentado.
Nelas se consome o propósito de explicar o mundo, tocado perante o acontecer da contemplação.
São irmãs do silêncio na sua natureza de música, parceiro essencial para a celebração concertada de afectos e saberes indizíveis.
Do amor se dirá que nunca o suficiente será dito. Do amor se dirá pouco, se dirá muito.
Palavras, apenas isso.
E eu gosto tanto de cerejas...
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