
Começa como um formigueiro, num lugar perdido lá dentro. De repente, qual Primavera em nós, reencontramos esse sentimento que enche o peito; qual pirilampo iluminado libertando recantos outrora pisados. Aos poucos a nossa alma regressa com novo brilho. O brilho que as coisas perdidas têm quando as reencontramos. É bom este sentir regressar o encantamento da vida, enamorarmo-nos. E ter alegria em todas as cores, por todas as cores, por cada rasgo de sorriso, por cada sorriso. Se existir uma teoria do sorriso, terá que haver uma classificação própria para sorrisos raros que desarmam e só se descrevem com poemas...de repente esse sentimento torna-se tao forte, q se transforma em dor, ansioso por verdade, de repente tornamo-nos tao pequeninos... de repente nada se sabe...
É bom passar as mãos pelo cabelo, como se cada gesto não constituísse um antes ou um depois...da janela parece deserto.Não é preciso respirar fundo para se saber que se está vivo, é preciso sentir o q n se quer sentir. As imagens entram pelos olhos como sonhos ainda por sonhar e as cores desvanecem-se e esbatem-se como num quadro impressionista. Assim se vive o sonho de quinta á tarde.
Só amanhã o tempo começará a correr...
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