Oito gomos de laranja, sete girassóis, seis bolas de sabão, cinco desejos, quatro sorrisos, três músicas, dois olhares num abraço apertadinho...
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
historia parte II
tenho a certeza de que vou morrer no mar. ninguém acredita. nem sequer tu, mesmo embriagado pelo terceiro charro do dia. estou tonta. não sei se é efeito do cheiro da erva se da tua mão entre as minhas pernas. as gaivotas parecem-me aviões. um esquadrão a sobrevoar a praia. ris e concordas. mais uma foto do céu, tirada com o telemóvel através do pára-brisas. digo-te que olho as nuvens em busca de forma familiares. mas minto. já não tenho esses devaneios infantis. mudo de conversa. ajeito o vestido. aproxima-se um carro. e nós aqui, armados em exibicionistas. falas do que sei e não quero ouvir. estragas tudo. tens esse dom maldito de me trazeres de volta à realidade. apagas-me o desejo. meto a marcha-atrás. já não quero partilhar o mar contigo. apenas a morte.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
1 comentário:
I know that I shall meet my fate
Somewhere among the clouds above;
Those that I fight I do not hate,
Those that I guard I do not love;
My country is Kiltartan Cross,
My countrymen Kiltartan's poor,
No likely end could bring them loss
Or leave them happier than before.
Nor law, nor duty bade me fight,
Nor public men, nor cheering crowds,
A lonely impulse of delight
Drove to this tumult in the clouds;
I balanced all, brought all to mind,
The years to come seemed waste of breath,
A waste of breath the years behind
In balance with this life, this death.
Enviar um comentário