
por mais que deseje. nada se apaga. para todo o sempre. limito-me a arrumar as tristezas. a um canto. a empacotar as desilusões. em caixas de cartão. e tudo se acumula. ocupando um espaço. impossível de negar. quando as noites me assolam. não há remédio. é e sempre será assim. o armazém das emoções. este lugar assombrado. do que já deixei para trás.
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