quarta-feira, 26 de setembro de 2007

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Somos tão sozinhos, não somos? * Lá estás tu a criar centros de dor onde eles não existem. * Estás a chamar-me masoquista, por acaso? * Não, mas às vezes pareces uma cabra com sentimentos. * Bela resposta essa, vinda de um filho da puta carente. * Vá lá, passa-me mas é o cinzeiro e vamos fumar mais um. * Isso dá-me sono, já nem consigo articular uma frase que faça sentido. * Ficas tão engraçada quando te esqueces das palavras. * Agora estás a chamar-me palhaça? * Pára com a birra, que não tens idade pra fitas.* Mas que raio estou eu a fazer aqui? * Sabes tão bem ou melhor que eu. * Muito gostas tu dessas frases enigmáticas. * Dantes não dizias isso, lembras-te? * Já foi há muito tempo, esqueci-me. * Mentes tão mal, coras como uma criança com medo do castigo. * Ah, de palhaça passei a miúda? * Dá uma passa e ouve a música. * Isto? De onde saiu esta coisa? * Bolas, era o teu CD preferido, passavas horas a ouvir a faixa três em auto-repeat. * Eu, tens a certeza que era eu? Deves estar a fazer confusão. * Eu ia lá confundir-te alguma vez? * Vá, tira a manápula da minha perna. * Estás a armar-te em difícil, nem parece teu. * O quê, não posso ter subentendido aí um puta?! * Mas que queres tu, afinal? * Sei tanto como tu, ora essa. * Não, não vais começar a fungar. Não suporto discussões com lágrimas. * Fica descansado, que isso aconteceu uma vez e por acidente. * Nunca pensei que conseguias chorar. * E tu, em vez de me dares colo, assumiste-te como vampiro. * Deixa isso agora, vem pra cama que é tarde e tive um dia daqueles. * Está bem, eu rendo-me. Mas antes responde-me. Somos mesmo sozinhos, não somos?

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